As espécies de abelhas nativas das Américas e Oceania não possuem ferrão e são menos agressivas do que as africanas, a maioria destas pertence à tribo Meliponini. As abelhas com ferrão, encontradas comumente no Brasil, são espécies híbridas de abelhas europeias e africanas, criadas para maior produtividade e resistência. As que não possuem ferrão, encontradas comumente no Brasil, são espécies do gênero Meliponini e a mais conhecida é a jataí Tetragonisca angustula. Há mais de 25.000 espécies de abelhas conhecidas em sete famílias biológicas reconhecidas. Excetuando-se à Antártida, elas são encontradas nos demais continentes e em todos os habitats do planeta onde existam plantas de flores polinizadas por insetos. As abelhas, abelhões e abelhas sem ferrão vivem socialmente em colônias.

Alimentação

A alimentação das abelhas é basicamente mel e pólen, o néctar coletado das flores pelas abelhas operárias, na verdade não é o mel. O néctar coletado e transportado para o enxame é maturado e concentrado, transformado em mel verdadeiro pelas abelhas operárias. Inicialmente, as abelhas operárias armazenam o néctar coletado na sua vesícula melífera(papo de mel) localizada ao lado do estômago e transportam até o enxame, em seguida repassam o néctar para outra abelha operária, boca a boca. Nesta ocasião, ocorre a reação enzimática do organismo da abelha operária, a sacarose, que é a principal substância do néctar e que é transformado em frutose e dextrose. Em seguida, as abelhas operárias que receberam o néctar, transportam-no para armazenar na melgueira e produzem vento, batendo suas asas, para evaporar a umidade. A alta temperatura de 34 graus no interior da colméia também acelera a concentração e a maturação do mel. As melgueira com mel maturado são fechadas com a cera e ficarão armazenados como alimentos.

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Uma colônia abriga entre 300 e mil indivíduos. Algumas espécies possuem mais de uma rainha. A abelha-rainha pode viver até 2,5 anos, enquanto as operárias vivem em média 60 dias. É composta por diversas castas, que incluem uma rainha (ou mais de uma em algumas espécies), abelhas operárias, zangões e princesas, que são as rainhas ainda não fecundadas. Ao contrário das abelhas com ferrão, as operárias da tribo Meliponini podem também colocar ovos férteis, dos quais em geral nascem apenas zangões. Contudo, já foi observado em mais de uma espécie a ocorrência de fecundação de operárias pelos zangões, e nestes casos elas passam a ser capazes de colocar ovos fecundados produzindo outras fêmeas. Diferentemente do que ocorre no gênero Apis, nas abelhas do gênero Melipona a determinação da casta das fêmeas obedece a fatores genéticos e não a alimentação especial das larvas selecionadas para serem rainhas.

Ameaçadas de Extinção

Você gosta de abobrinha, de melancia e de maracujá? Se a resposta é sim, então você gosta do que as abelhas fazem. Estes e muitos outros vegetais não existiriam ou seriam muito diferentes sem a polinização feita por estes pequenos insetos. As berinjelas, por exemplo, seriam menores que maçãs. As abelhas são pequenas no tamanho, mas de uma importância gigante para toda a vida na Terra. Sem elas, não perderíamos só o mel e os produtos agrícolas. A vida selvagem de uma forma geral sofreria sem elas: a vegetação seria drasticamente reduzida e, assim, a vida como um todo. A destruição do seu habitat, somado ao uso desregrado de agrotóxicos estão acabando com nossas colônias de abelhas que têm grande importância para a biodiversidade da Mata Atlântica.

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Anta