Alimentação

Alimentam-se de pequenos peixes que sobem à superfície e são capturados com o bico em voos rasantes. É frequente a pirataria aérea sobre atobás, gaivotas e trinta-réis. São eficientes para localizar descartes dos barcos de pesca por arrasto, onde utilizam os peixes que flutuam como alimento. Não conseguem mergulhar, pois não possuem a habilidade de nadar.

Reprodução

O arquipélago de Currais, situado em Pontal do Paraná, é o maior ninhal da espécie no Estado. O início do período reprodutivo pode variar entre junho e agosto. A presença de vários machos com as bolsas gulares infladas caracteriza o início da corte. Os ninhos são construídos sobre arbustos e árvores, constituindo-se duma plataforma rudimentar de gravetos que vai sedimentando com o acúmulo de fezes das aves. Machos e fêmeas alternam-se na incubação do único ovo, como também no cuidado do filhote. O tempo de incubação varia entre 40 a 45 dias. A maioria das eclosões ocorre em novembro e dezembro. Os filhotes são nidícolas. Os jovens, apesar de estarem aptos ao voo com ± 4,5 meses de idade, ainda continuam recebendo alimento; a fêmea pode alimentar o filhote até ± 9 meses de idade.

Distribuição Geográfica

É uma espécie que molesta as outras aves à procura de peixes regurgitados. Muitas vezes os atobás, em geral, e a grazina conseguem se livrar das fragatas pousando na água, uma vez que estas aves não conseguem nadar pois não possuem gordura protetora e logo morreriam de frio rapidamente. Frequentemente podem ser observadas voando com urubus por longos períodos, chegando sobre áreas urbanas e, às vezes, a vários quilômetros do mar. Já foram vistas fragatas voando em bandos com urubus em áreas de mata atlântica à distância de até 7 km do local marítimo. É uma espécie de ampla distribuição geográfica, espalhando-se pelo Atlântico, nas América do Sul e Central e no Pacífico, da Colômbia ao Peru; no Brasil são encontradas colônias em Fernando de Noronha, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Ameaçadas de Extinção

A perda e fragmentação de seu habitat são, sem dúvida, as principais ameaças à espécie no Brasil.

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Anta